Moradores de quatro regiões participam de debate sobre o Plano Diretor de Camboriú

Redação Revista Musa Por Redação Revista Musa

Moradores de diferentes regiões de Camboriú participaram, em 23 de setembro de 2026, da segunda Oficina de Participação Comunitária da revisão do Plano Diretor municipal. O encontro foi realizado na Escola Básica Municipal Anita Bernardes Ganancini e reuniu cerca de 75 pessoas dos bairros Monte Alegre, Tabuleiro, Conde Vila Verde e Várzea do Ranchinho.

A atividade faz parte do processo conduzido pela Prefeitura de Camboriú, com apoio técnico da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE). A proposta é ouvir a população e reunir informações que ajudem a orientar as próximas etapas do planejamento urbano do município.

Segundo a Prefeitura de Camboriú, a oficina permitiu a participação de comunidades de quatro regiões. A divulgação oficial ocorreu em 24 de setembro, um dia depois da realização do encontro.

O que está em discussão

O Plano Diretor é o instrumento que estabelece diretrizes para a organização e o desenvolvimento do território municipal. Sua revisão pode influenciar decisões relacionadas ao uso e à ocupação dos terrenos, à expansão dos bairros, à mobilidade e à implantação de infraestrutura urbana.

Também entram nesse planejamento temas como preservação ambiental, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Na prática, o documento serve como referência para orientar o crescimento da cidade e compatibilizar as necessidades das diferentes regiões de Camboriú.

Por isso, a participação dos moradores é uma etapa relevante. As contribuições apresentadas nas oficinas ajudam a identificar demandas locais e a formar o diagnóstico que servirá de base para a elaboração das futuras minutas de lei. O processo ainda não foi concluído e permanece em fase de levantamento e discussão.

Próximas oficinas previstas

O cronograma divulgado pela administração municipal prevê novas atividades regionalizadas. A próxima oficina está marcada para 7 de outubro de 2026, na Escola Básica Municipal João Vergílio Pereira, no bairro Cedros.

Esse encontro deverá reunir moradores do Cedro, Rio Pequeno e Lídia Duarte. A programação também inclui uma quarta oficina, prevista para 14 de outubro, com participação das localidades de São Francisco de Assis, Centro e Rio do Meio.

De acordo com a página institucional Plano Diretor 2026, da Prefeitura de Camboriú, o cronograma faz parte de uma agenda mais ampla de participação popular. Além das oficinas, o processo prevê audiências públicas, diagnóstico técnico e elaboração posterior das propostas legislativas.

Como acompanhar a revisão

A revisão do Plano Diretor envolve diferentes fases antes que qualquer minuta de lei seja finalizada. Primeiro, são reunidas informações técnicas e percepções da população sobre a realidade de cada região. Depois, esse material é organizado para orientar a construção das diretrizes que serão submetidas às etapas seguintes de debate.

A Prefeitura também informa que moradores podem enviar sugestões e dúvidas à equipe responsável pelo processo por meio do endereço eletrônico disponibilizado nos canais oficiais. A medida amplia as possibilidades de participação para quem não consegue comparecer presencialmente às oficinas.

Em uma cidade que passa por transformações urbanas, discutir previamente onde e como o crescimento deve ocorrer ajuda a reduzir conflitos entre expansão, infraestrutura e preservação ambiental. A revisão também permite que as particularidades de bairros mais afastados sejam consideradas no planejamento geral de Camboriú.

O início do processo e a participação popular foram apresentados pela administração municipal em publicação específica sobre o tema. Conforme informações da Prefeitura de Camboriú, a revisão pretende construir diretrizes com envolvimento da comunidade e suporte técnico especializado.

Até a conclusão das etapas previstas, o Plano Diretor seguirá em discussão com moradores, equipe técnica e poder público. As próximas oficinas devem ampliar o retrato das necessidades das comunidades e contribuir para o diagnóstico que dará suporte às futuras decisões sobre o desenvolvimento urbano do município.

Compartilhe esse artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *