A violência patrimonial é um tema ainda pouco discutido, mas que vem ganhando destaque, especialmente após o caso da atriz Larissa Manoela, que recentemente teve sua luta contra esse tipo de abuso amplamente divulgada. No dia 25 de março de 2025, a Lei Larissa Manoela foi aprovada na Câmara dos Deputados, dando visibilidade a esse tipo de violência que atinge muitas pessoas, incluindo celebridades. A violência patrimonial envolve práticas abusivas como a destruição de bens pessoais, o controle financeiro excessivo e a retenção de documentos essenciais. Este artigo vai explorar como esse crime afeta tanto figuras públicas quanto pessoas em situações cotidianas, além de apresentar formas de enfrentá-lo.
Larissa Manoela não foi a única vítima de violência patrimonial. Diversas celebridades também enfrentaram esse tipo de abuso em suas vidas pessoais. A atriz, que teve o acesso ao seu próprio patrimônio bloqueado por seus pais, tornou-se um símbolo na luta contra o abuso de poder de responsáveis sobre o patrimônio de crianças e adolescentes. Contudo, esse fenômeno não se limita a menores de idade, afetando também adultos, como demonstram as histórias de outras famosas que sofreram violência patrimonial de parceiros ou familiares.
Em muitos casos, o abuso patrimonial ocorre dentro de relacionamentos amorosos ou familiares. A atriz Samara Felippo, por exemplo, denunciou o ex-marido, Leandrinho, ex-jogador de basquete, por vender um imóvel do casal sem repassar o valor correspondente à parte dela. Esse tipo de ação visa não só prejudicar financeiramente a vítima, mas também controlar a sua independência e liberdade. De forma semelhante, Ana Hickmann também teve de lidar com questões financeiras envolvendo seu ex-marido, Alexandre Corrêa, que além de agressões físicas, a envolveu em uma série de movimentações financeiras sem o seu consentimento.
Outro exemplo significativo é o de Helen Ganzarolli, que sofreu um golpe milionário de seu ex-namorado, César Henrique. O prejuízo financeiro de aproximadamente R$2,5 milhões trouxe à tona a importância de se manter o controle sobre as finanças pessoais em relacionamentos, além de alertar para o risco de manipulação econômica, especialmente em relações amorosas. Helen, assim como outras mulheres, teve sua independência financeira comprometida por ações deliberadas de seus parceiros.
Além das histórias de Samara Felippo e Ana Hickmann, Naiara Azevedo, famosa cantora, também denunciou violência patrimonial por parte de seu ex-marido, o empresário Rafael Alves Cabral. Ela revelou que durante o relacionamento foi vítima de abusos que incluíam manipulação financeira e tentativas de restringir sua autonomia. A influência de situações como a de Naiara Azevedo tem sido fundamental para conscientizar o público sobre os impactos da violência patrimonial, especialmente entre mulheres famosas que compartilham suas experiências com a sociedade.
A influenciadora digital Patrícia Ramos também foi vítima de violência patrimonial. Segundo ela, seu ex-marido desviou uma grande quantia de dinheiro que foi gasta em apostas. Ela relatou ainda que não tinha acesso às próprias contas bancárias, e quando questionou o ex-marido sobre os desvios financeiros, foi intimidada e impedida de acessar seus recursos. Casos como o de Patrícia Ramos e outros demonstram que a violência patrimonial pode ocorrer em diferentes formas, seja em relações amorosas, familiares ou de convivência íntima, afetando a liberdade econômica da vítima.
Em dezembro de 2023, Susana Werner também usou as redes sociais para desabafar sobre sua experiência com violência patrimonial durante o seu casamento de 20 anos com o ex-jogador Júlio César. A decisão de Susana de compartilhar sua história nas redes sociais foi inspirada na divulgação pública de Ana Hickmann sobre o tema. Essa visibilidade tem sido crucial para dar voz às vítimas de violência patrimonial, mostrando que esse tipo de abuso não é exclusivo de qualquer classe social ou profissão, mas sim um problema que afeta muitas pessoas, independentemente da sua situação financeira ou pública.
Diante dessas histórias de violência patrimonial, é essencial que as vítimas busquem ajuda jurídica para garantir seus direitos. A Lei Maria da Penha, que oferece medidas protetivas, também pode ser aplicada em casos de abuso patrimonial. A atuação de advogados especializados em direito de família é fundamental para assegurar que a divisão de bens seja feita de maneira justa, garantindo direitos como a pensão alimentícia e a partilha adequada de propriedades. Em casos de violência, registrar um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher também é uma medida essencial para garantir a proteção imediata.
Além de buscar apoio jurídico, é importante que as vítimas de violência patrimonial adotem estratégias para retomar sua independência financeira. Isso pode incluir a abertura de contas bancárias separadas, a criação de uma reserva de emergência e o controle sobre seus recursos financeiros. A educação financeira, como ressaltado pelas especialistas no tema, é uma ferramenta poderosa para evitar abusos financeiros. Quando a mulher adquire habilidades de gestão financeira, ela fortalece sua posição contra qualquer tentativa de manipulação ou controle de seu patrimônio.
A violência patrimonial não é um problema isolado e pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sua classe social ou profissão. A conscientização sobre esse tipo de abuso, como demonstrado pelas histórias de celebridades como Larissa Manoela, Samara Felippo, e Ana Hickmann, é essencial para proteger vítimas e prevenir novas ocorrências. O apoio jurídico, aliado à educação financeira e ao fortalecimento da independência econômica, é o caminho para que as vítimas possam retomar o controle sobre suas vidas e seus bens. A luta contra a violência patrimonial é uma causa importante, e a visibilidade dada a esses casos é fundamental para garantir a proteção de todas as pessoas, públicas ou não, que enfrentam esse tipo de abuso.
Autor: Jonh Tithor