Golpes com Inteligência Artificial: Como Proteger-se de Deepfakes e Fraudes Online

Jonh Tithor By Jonh Tithor

Nos últimos anos, os avanços da inteligência artificial (IA) têm trazido inúmeras possibilidades para a sociedade, desde melhorias em processos de automação até inovações tecnológicas no mundo da saúde e do entretenimento. No entanto, junto com essas inovações, surgem também novos riscos, especialmente no que diz respeito ao uso indevido de imagens e vídeos gerados por IA. Recentemente, a apresentadora Giovanna Ewbank alertou seus seguidores sobre um golpe utilizando sua imagem manipulada digitalmente, onde um vídeo falso com a sua “fala” sobre o uso de botox estava sendo compartilhado nas redes sociais. Esse tipo de fraude, que usa deepfakes e outras tecnologias de manipulação de mídia, está se tornando uma preocupação crescente.

Giovanna Ewbank, assim como outras celebridades, é frequentemente alvo de golpes digitais que tentam enganar seus seguidores e aproveitar a sua imagem para fins fraudulentos. O vídeo falso criado com inteligência artificial é um exemplo claro de como essas tecnologias podem ser utilizadas para gerar conteúdo extremamente convincente, mas totalmente falso. No caso específico de Ewbank, a imagem dela foi manipulada para fazer parecer que ela estava discutindo sobre o uso de botox, um tema que gerou grande repercussão nas redes sociais. Contudo, a apresentadora foi rápida em desmentir o conteúdo, esclarecendo que nunca havia gravado aquele material e alertando seus seguidores sobre os perigos desse tipo de golpe.

Esse alerta de Giovanna Ewbank é mais do que uma simples desinformação envolvendo celebridades. Ele toca em um problema crescente que afeta todos os usuários da internet: a manipulação de imagens e vídeos por meio de IA. Conhecidos como deepfakes, esses conteúdos falsificados podem ser usados para criar vídeos e áudios altamente realistas de pessoas dizendo coisas que nunca disseram ou fazendo afirmações que nunca fizeram. Com isso, surge o risco de manipulação de opinião pública, fraudes financeiras e até mesmo danos à reputação de indivíduos. A capacidade de enganar as pessoas com conteúdos falsificados é uma das maiores ameaças relacionadas ao uso da inteligência artificial na atualidade.

Para evitar cair em fraudes que envolvem deepfakes, especialistas recomendam que os internautas estejam sempre atentos à veracidade do conteúdo que consomem e compartilham. A dica de Giovanna Ewbank para verificar se um vídeo ou imagem é real é procurar fontes oficiais, como as redes sociais e websites de celebridades e empresas. Muitas vezes, os golpistas tentam se aproveitar da popularidade de uma figura pública para vender produtos ou serviços de forma fraudulenta. Ao conferir as redes sociais oficiais da pessoa em questão, o usuário pode rapidamente verificar se o conteúdo é genuíno ou manipulado.

A regulamentação do uso da inteligência artificial no Brasil tem sido um tema amplamente discutido, principalmente com relação aos riscos de fraudes e danos causados por deepfakes. Em outubro de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou um guia explicando como identificar vídeos falsificados, abordando sinais claros de manipulação, como discrepâncias na sincronia labial, expressões faciais inusitadas e inconsistências na voz. Esses detalhes são fundamentais para ajudar os usuários a detectar quando um conteúdo foi alterado artificialmente. A regulamentação é essencial para combater esses golpes e proteger tanto indivíduos quanto empresas de práticas fraudulentas.

Embora as tecnologias de IA possam ser extremamente úteis, elas também têm um lado sombrio que precisa ser abordado. Uma das principais preocupações é a facilidade com que qualquer pessoa pode acessar ferramentas para criar vídeos e imagens manipuladas, sem a necessidade de um grande conhecimento técnico. Isso facilita a disseminação de conteúdos falsos e torna mais difícil para as vítimas distinguir o que é real e o que é manipulado. Por isso, é crucial que todos se educquem sobre os riscos do uso indevido de IA, além de aprender a identificar os sinais de deepfakes e fraudes online.

A conscientização é uma das chaves para combater golpes que envolvem o uso de inteligência artificial. Ao educar o público sobre as técnicas utilizadas por criminosos digitais, as pessoas se tornam mais preparadas para identificar e evitar fraudes. Além disso, as plataformas digitais e redes sociais também têm um papel fundamental na luta contra os deepfakes, implementando sistemas de verificação mais rigorosos e ferramentas de detecção de conteúdo manipulado. Apenas com uma abordagem colaborativa entre usuários, empresas e autoridades será possível minimizar os danos causados por esses tipos de golpes.

O caso de Giovanna Ewbank é apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior. Os deepfakes são uma ameaça crescente e, sem uma regulamentação mais eficaz e ações educativas, eles continuarão a ser uma ferramenta poderosa nas mãos de golpistas. A sociedade precisa estar atenta, fazer uso das informações disponíveis e, acima de tudo, promover a conscientização sobre a importância de verificar a autenticidade dos conteúdos que circulam na internet. Só assim será possível reduzir o impacto negativo desses golpes e proteger os usuários da internet de fraudes prejudiciais.

Autor: Jonh Tithor

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